Viajar é liberdade. Ponto. E, para viajantes LGBTQ+, a viagem certa passa por um destino onde não tens de representar papel nenhum. A boa notícia? Nunca houve tanta escolha de lugares abertos ao mundo, seguros e, acima de tudo, entusiasmantes. Reunimos aqui 7 destinos que merecem mesmo estar no topo da lista em 2026, com algumas dicas práticas pelo meio daquelas que raramente aparecem num guia de viagem.
1. Barcelona: a capital arco-íris da Europa à beira-mar
O bairro do Eixample — tratado com carinho por “Gaixample” — é o epicentro da cena: bares, livrarias, cafés e hotéis que vão muito além da simples tolerância e celebram a comunidade como deve ser. Depois somas praia em plena cidade, Gaudí e um dos maiores festivais Pride do sul da Europa em junho. O resultado? Barcelona funciona lindamente como primeira grande escapadinha comunitária: segura, bem localizada e sem dramas.
2. Gran Canaria: 365 dias de Pride
Maspalomas é, há décadas, a casa de inverno da comunidade europeia. À noite, o Yumbo Center, em Playa del Inglés, vira uma autêntica sala de estar ao ar livre; as dunas de Maspalomas já são quase míticas; e o Winter Pride em novembro estica a temporada até ao outono. E ainda há outro detalhe nada pequeno: primavera eterna com 24 graus.
3.–5. Berlim, Amesterdão e Lisboa: city trips sem concessões
Berlim continua a ser uma referência queer na Europa — de Schöneberg ao CSD em julho. Amesterdão foi, em 2001, a primeira cidade do mundo com casamento entre pessoas do mesmo sexo, e em agosto celebra o Pride com barcos pelos canais. E Lisboa? Lisboa está claramente em alta. O Príncipe Real é um dos bairros queer mais agradáveis da Europa, os preços mantêm-se justos e o ambiente, felizmente, continua descontraído.
6. Banguecoque: a metrópole tolerante da Ásia
Em 2025, a Tailândia tornou-se o primeiro país do Sudeste Asiático a introduzir o casamento para todos — e Banguecoque já tinha, muito antes disso, fama de ser uma das metrópoles mais descontraídas da Ásia. Silom Soi 4 é o centro da vida noturna, a cena é enorme e, como destino, Banguecoque junta uma combinação difícil de bater: cultura, street food e a possibilidade de seguir depois para as ilhas.
7. Malta: pequena, mas campeã da Europa
Quase ninguém pensa logo nela, e no entanto Malta lidera há anos o ranking da ILGA-Europe no que toca a direitos LGBTQ+. Junta-se a isso 300 dias de sol, spots de mergulho e um Pride em setembro que toma conta de toda a capital, Valeta.
Segurança: confirma depressa, viaja tranquilo
Antes de reservar, compensa sempre espreitar o ranking atual da ILGA e os conselhos aos viajantes do Ministério dos Negócios Estrangeiros ou do EDA. A regra de ouro é simples: em todos os destinos aqui mencionados, andar de mãos dadas não levanta problemas. Já em países mais conservadores, vale o mesmo — como para todos os casais — respeito pelos costumes locais e, se houver dúvidas, alguma discrição na reserva: um quarto duplo com uma cama grande chama-se em todo o mundo simplesmente “Double Room”.
Calendário Pride 2026 para planear a viagem
Junho: Barcelona e Zurique. Julho: Berlim (CSD) e Madrid. Agosto: Amesterdão (Canal Parade). Setembro: Malta. Novembro: Winter Pride Maspalomas. Se quiseres pagar menos pelo hotel, há um truque simples: viajar uma semana antes ou depois do Pride. A cidade é a mesma, o preço muitas vezes fica reduzido a metade.
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Carmen · Revista Reisedrop · 2026-07-27 · aprox. 7 min de leitura